A otosclerose é o crescimento ósseo anormal que fixa o estribo, um dos ossículos do ouvido médio, e causa perda auditiva condutiva progressiva. O tratamento pode ser cirúrgico, pela estapedotomia, ou reabilitador, com aparelhos auditivos. A escolha depende do grau da perda, da idade e das preferências do paciente.
O que é a Otosclerose e Como Ela Causa Surdez
A otosclerose é uma doença do osso do ouvido médio caracterizada pelo crescimento anormal de tecido ósseo esponjoso ao redor do estribo, o menor dos três ossículos da cadeia auditiva. À medida que esse tecido cresce, o estribo vai sendo progressivamente fixado na janela oval, perdendo a mobilidade necessária para transmitir as vibrações sonoras à cóclea. O resultado é uma perda auditiva condutiva progressiva que piora ao longo de meses ou anos.
Em Curitiba, a Dra. Vanessa Mazanek Santos (CRM-PR 33990 | RQE 23710) realiza a estapedotomia, cirurgia de altíssima precisão técnica que substitui o estribo fixado por uma prótese, com formação específica em otologia cirúrgica no Brasil e na França.
Cirurgia ou aparelho auditivo na otosclerose
| Aspecto | Estapedotomia (cirurgia) | Aparelho auditivo |
|---|---|---|
| Objetivo | Corrigir a transmissão do som no ouvido médio | Amplificar o som |
| Procedimento | Cirúrgico, com microscópio | Não invasivo |
| Uso de dispositivo depois | Em geral dispensa | Uso contínuo |
| Atua na causa | Sim, na fixação do estribo | Não, compensa o efeito |
| Quando é preferida | Perda condutiva com boa reserva coclear | Contraindicação cirúrgica ou preferência do paciente |
| Componente neurossensorial associado | Pode exigir aparelho mesmo após a cirurgia | Trata os dois componentes juntos |
Sintomas e Progressão da Otosclerose
- Perda auditiva progressiva bilateral: geralmente começa em um ouvido e depois afeta o outro. A perda é lenta, condutiva e pode ser inicialmente confundida com cerume ou otite.
- Paracusia de Willis: fenômeno em que o paciente ouve melhor em ambientes ruidosos, porque o ruído ambiente mascara o componente condutivo e o interlocutor fala mais alto. É um sinal clássico de otosclerose.
- Zumbido: frequentemente associado, especialmente nas fases mais avançadas com componente neurossensorial.
- Vertigem leve: menos comum, pode ocorrer quando a otosclerose afeta a cóclea (otospongiose coclear).
A doença é mais prevalente em mulheres brancas de 20 a 40 anos, com forte componente hereditário, cerca de 25% dos casos têm histórico familiar positivo. Gestações e uso de anticonceptivos podem acelerar a progressão.
Diagnóstico: Audiometria e Timpanometria
O diagnóstico clínico é sugerido pelos sintomas e pelo perfil audiométrico característico: entalhe de Carhart na frequência de 2000 Hz e curva timpanométrica tipo As (baixa complacência com pressão normal). A tomografia computadorizada dos ossos temporais pode mostrar o foco otosclerótico ao redor da janela oval, mas não é sempre necessária para a decisão cirúrgica. O exame clínico e a audiometria são a base do diagnóstico.
Tratamento: Estapedotomia vs. Aparelho Auditivo
Estapedotomia (Cirurgia)
Remoção do estribo fixado e colocação de uma prótese de precisão (piston) na janela oval. Restaura a condução mecânica do som. Taxa de sucesso superior a 90% em cirurgiões experientes. Melhora imediata da audição nas primeiras semanas.
Aparelho Auditivo
Alternativa não cirúrgica que amplifica o som. Indicado para pacientes que não desejam ou não podem se submeter à cirurgia, ou nos casos com importante componente neurossensorial associado. Não trata a doença, apenas compensa funcionalmente.
Fluoreto de Sódio
Medicamento que pode retardar a progressão da otosclerose ao estabilizar o metabolismo ósseo anormal. Não reverte a perda já instalada nem substitui a cirurgia, mas é utilizado em casos específicos para retardar a evolução.
Implante Coclear
Reservado para casos avançados em que a otosclerose afetou também a cóclea (otospongiose coclear), com perda neurossensorial severa a profunda que não responde à estapedotomia.
Avalie sua Audição com Especialista em Curitiba
A otosclerose tratada no momento certo tem excelente prognóstico. A Dra. Vanessa Mazanek realiza avaliação diagnóstica completa e indicação cirúrgica individualizada em Curitiba.
Agendar Consulta pelo WhatsAppPerguntas Frequentes sobre Otosclerose
Otosclerose tem cura?
A otosclerose não tem cura medicamentosa definitiva, mas a estapedotomia restaura a audição em mais de 90% dos candidatos adequados. Fluoreto de sódio pode retardar a progressão, mas não reverte a doença.
A estapedotomia é perigosa?
É uma das cirurgias mais tecnicamente delicadas da otologia, realizada a milímetros do nervo facial e do labirinto. Com otologista experiente, os resultados são excelentes e os riscos são baixos. A perda auditiva profunda pós-cirúrgica ocorre em menos de 1% dos casos.
Otosclerose piora com a gravidez?
Sim, variações hormonais podem acelerar a progressão. Mulheres com otosclerose ou histórico familiar devem ser acompanhadas por otologista antes e durante a gestação.
Como agendar avaliação em Curitiba?
Pelo WhatsApp (41) 98771-3737. Atendimento na Clínica Novva Otorrino, Hospital Clínica Los Angeles, Av. Sete de Setembro, 6520, 2º andar, Curitiba-PR.
Dra. Vanessa Mazanek — Otologista Cirurgiã em Curitiba
CRM-PR 33990 | RQE 23710 — Fellowship em Otologia no Hospital IPO (Curitiba) e Institut Portmann (Bordeaux, França). Atendimento presencial e por telemedicina.
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