A cirurgia da surdez reúne procedimentos que tratam causas de perda auditiva por correção anatômica ou reabilitação implantável: timpanoplastia, estapedotomia, mastoidectomia, próteses osteoancoradas e implante coclear. A escolha depende do tipo de perda, da causa e do estado do ouvido. Em Curitiba, a Dra. Vanessa Mazanek é dedicada ao tratamento cirúrgico do ouvido.

Cirurgias para Surdez: Cada Tipo de Perda tem sua Solução

A surdez não é uma condição única, é um espectro de problemas com causas, mecanismos e localizações diferentes ao longo da via auditiva. Um estribo fixado por otosclerose tem tratamento completamente diferente de uma cóclea com células ciliadas degeneradas pela idade. A cirurgia indicada para otite crônica com perfuração do tímpano não é a mesma para colesteatoma com destruição da cadeia ossicular. O diagnóstico otológico preciso, definindo o tipo, o grau, a localização e a causa da perda, é o que determina qual procedimento tem real potencial de restaurar ou reabilitar a audição.

Em Curitiba, a Dra. Vanessa Mazanek Santos (CRM-PR 33990 | RQE 23710) realiza as principais cirurgias otológicas disponíveis, com formação específica no Hospital IPO em Curitiba e Institut Portmann em Bordeaux, França, e como a primeira médica brasileira certificada pela Cochlear Academy.

Cirurgias do ouvido: objetivo de cada uma

CirurgiaO que corrigeResultado esperado
TimpanoplastiaPerfuração do tímpanoOuvido fechado e ganho auditivo quando há componente condutivo
EstapedotomiaFixação do estribo pela otoscleroseMelhora da audição condutiva
MastoidectomiaDoença na mastoide, como colesteatomaRemoção da doença e controle das complicações
OssiculoplastiaCadeia de ossículos danificadaReconstrução da transmissão do som
Prótese osteoancoradaPerda condutiva ou surdez unilateralAudição por condução óssea
Implante coclearPerda severa a profunda sem benefício de aparelhoPercepção de som e fala após reabilitação

Principais Cirurgias para o Tratamento da Surdez

Implante Coclear

Para surdez profunda bilateral neurossensorial quando o aparelho auditivo não oferece benefício suficiente (discriminação <50% com amplificação). Dispositivo eletrônico implantado na cóclea estimula diretamente o nervo auditivo com sinais elétricos. Indicado a partir de 12 meses em crianças; sem limite de idade em adultos. Saiba mais sobre implante coclear.

Estapedotomia (para Otosclerose)

Para otosclerose, doença que fixa o estribo ao oval window e causa surdez condutiva progressiva. A estapedotomia abre um orifício de 0,3-0,4 mm no estribo fixado e insere uma prótese de precisão que restabelece a transmissão do som. Taxa de sucesso superior a 90%, com melhora auditiva imediata. Saiba mais sobre otosclerose e estapedotomia.

Timpanoplastia

Reconstrução do tímpano perfurado com enxerto autólogo (fáscia temporal ou pericôndrio). Elimina a otorreia crônica e restaura a audição condutiva perdida pela perfuração. Pode ser realizada por via endoscópica (minimamente invasiva) ou microscópica, com ou sem reconstrução ossicular associada. Saiba mais sobre timpanoplastia.

Prótese Osteoancorada — BAHA

Implante de titânio no osso temporal que transmite vibração sonora diretamente ao crânio, contornando ouvido externo e médio. Indicado para surdez unilateral, perdas condutivas não cirúrgicas, atresia aural congênita e casos em que aparelhos convencionais não são tolerados. Saiba mais sobre BAHA.

Mastoidectomia

Remoção cirúrgica de doença da mastoide, realizada em colesteatomas, otites crônicas complicadas, mastoidite aguda e tumores. Pode ser do tipo canal wall up (preservação da parede do canal) ou canal wall down (cavidade aberta), dependendo da extensão da doença. Frequentemente associada à timpanoplastia e ossiculoplastia.

Ossiculoplastia

Reconstrução da cadeia ossicular (martelo, bigorna, estribo) comprometida por doença crônica, colesteatoma ou trauma, com próteses de titânio (PORP/TORP) ou materiais biológicos. Associada à timpanoplastia quando os ossículos estão danificados para maximizar o ganho auditivo funcional.

Outras Cirurgias Otológicas Realizadas pela Dra. Vanessa Mazanek

  • Timpanostomia (tubos de ventilação): inserção de tubos no tímpano sob anestesia geral curta em crianças com otite media com efusão persistente ou otites recorrentes, restaura a audição e previne novos episódios por 12-18 meses.
  • Cirurgia do colesteatoma: ressecção completa do colesteatoma com mastoidectomia, o objetivo é eliminar toda a doença para prevenir recidiva e preservar as estruturas nobres adjacentes (nervo facial, labirinto). Saiba mais sobre colesteatoma.
  • Descompressão do nervo facial: em paralisias faciais por compressão no canal de Falópio por colesteatoma, fratura ou tumor, cirurgia de urgência para preservar a função do nervo.
  • Labirintectomia / Neurectomia vestibular: para vertigem incapacitante refratária a tratamento clínico em doença de Ménière avançada, elimina a função vestibular do ouvido afetado para abolir as crises de vertigem.
  • Implante de tronco cerebral auditivo (ABI): para pacientes sem nervo coclear funcional que não são candidatos ao implante coclear convencional, estimula o tronco encefálico diretamente.

Qual Cirurgia é Indicada para cada Tipo de Surdez?

  • Surdez condutiva por otosclerose → Estapedotomia: excelentes resultados na grande maioria dos casos.
  • Surdez condutiva por perfuração do tímpano → Timpanoplastia: fecha o tímpano e restaura a audição condutiva.
  • Surdez condutiva por colesteatoma → Mastoidectomia + ossiculoplastia: remove a doença e reconstrói a cadeia ossicular.
  • Surdez neurossensorial severa-profunda bilateral → Implante coclear: quando o aparelho auditivo não oferece benefício suficiente.
  • Surdez unilateral profunda → BAHA ou implante coclear unilateral: dependendo da causa e das características da perda.
  • Surdez condutiva por atresia aural → BAHA (preferencial) ou canaloplastia em casos selecionados.
  • Surdez por otite media com efusão em crianças → Tubos de ventilação: restaura a audição e ventilaçao do ouvido médio.

Avalie suas Opções Cirúrgicas com Especialista em Curitiba

A indicação cirúrgica correta começa com avaliação otológica completa. A Dra. Vanessa Mazanek analisa seu caso e define a melhor abordagem para seu diagnóstico específico.

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Perguntas Frequentes

Qual cirurgia cura a surdez?

A estapedotomia "cura" a perda auditiva condutiva da otosclerose em mais de 90% dos casos, restaurando limiares normais ou próximos do normal. A timpanoplastia corrige a perda por perfuração do tímpano. O implante coclear não cura a surdez neurossensorial profunda, mas a reabilita funcionalmente, permitindo comunicação oral com resultados frequentemente transformadores.

A cirurgia de ouvido é feita com anestesia geral?

Sim, na maioria dos casos. Anestesia geral oferece conforto total ao paciente e condições ideais para o cirurgião trabalhar com precisão máxima. Em casos selecionados de timpanoplastia endoscópica em adultos colaborativos, pode ser realizada com sedação e anestesia local complementar.

A cirurgia de ouvido pode piorar a audição?

Em otologista especializado, esse risco é muito baixo e amplamente superado pelos benefícios. Na estapedotomia, surdez profunda pós-operatória ocorre em menos de 1% dos casos. Na timpanoplastia, o risco de piora auditiva adicional é mínimo. Todo risco é discutido com o paciente antes de qualquer decisão cirúrgica.

Quanto tempo de internação para cirurgia de ouvido?

A maioria das cirurgias otológicas é ambulatorial ou com internação de 1 noite: miringoplastia endoscópica (ambulatorial), timpanoplastia microscópica (1 noite), estapedotomia (1 noite), implante coclear (1-2 noites), mastoidectomia com colesteatoma extenso (2 noites). O protocolo exato é definido com o anestesiologista.

Existe cirurgia de ouvido por laparoscopia ou robótica?

A endoscopia (otoscopia cirúrgica endoscópica — EES) é o equivalente otológico da laparoscopia, permite realizar timpanoplastia e colesteatomectomia pelo canal auditivo sem incisão externa. Cirurgia robótica em otologia ainda está em fase experimental e não é disponível clinicamente no Brasil. A endoscopia otológica já é realizada pela Dra. Vanessa Mazanek em casos selecionados.

Como agendar avaliação cirúrgica em Curitiba?

WhatsApp (41) 98771-3737. Clínica Novva Otorrino, Hospital Clínica Los Angeles, Av. Sete de Setembro, 6520, 2º andar, Curitiba-PR. A avaliação inicial inclui otoscopia com microscópio, audiometria completa e orientação sobre as opções cirúrgicas disponíveis para cada diagnóstico.