A audiometria mede os limiares auditivos em cada frequência e classifica o tipo e o grau da perda: condutiva, neurossensorial ou mista. É o exame base da avaliação auditiva, mas o resultado precisa de interpretação médica associada à otoscopia e à história clínica. Em Curitiba, a Dra. Vanessa Mazanek realiza a avaliação otológica completa.

Audiometria: O Exame que Define Diagnóstico, Causa e Tratamento

A audiometria é o exame central de qualquer avaliação otológica, mas seu valor real está na interpretação especializada, não apenas nos números do relatório. Um audiograma em mãos de um otologista com história clínica completa é uma ferramenta diagnóstica poderosa: ele revela o tipo de perda (condutiva, neurossensorial, mista), o grau, a configuração em frequência e, muitas vezes, a causa provável, orientando diretamente a decisão terapêutica.

Em Curitiba, a Dra. Vanessa Mazanek Santos (CRM-PR 33990 | RQE 23710) realiza a avaliação otológica completa, integrando audiometria tonal e vocal, timpanometria, história clínica e exame físico, para diagnóstico preciso e conduta individualizada em cada caso.

Exames da avaliação auditiva: o que cada um mede

ExameO que avaliaQuando é indicado
Audiometria tonalLimiar de audição em cada frequênciaBase de qualquer investigação auditiva
LogoaudiometriaCompreensão da falaDecisão entre aparelho e implante
TimpanometriaOuvido médio e mobilidade do tímpanoSuspeita de causa condutiva
Emissões otoacústicasFunção das células da cócleaTriagem neonatal e avaliação objetiva
PEATECondução do sinal até o tronco encefálicoBebês, crianças pequenas e casos não colaborativos

Tipos de Exames Audiométricos e suas Funções

Audiometria Tonal Liminar

Exame padrão-ouro. Mede os limiares de audição por frequência (250 Hz a 8000 Hz) por via aérea e via óssea. Define o tipo (condutivo/neurossensorial/misto) e o grau da perda (leve, moderado, severo, profundo). Resultado: o audiograma, gráfico que representa os limiares auditivos em cada frequência.

Audiometria Vocal (Logoaudiometria)

Avalia a discriminação da fala em diferentes intensidades. O Limiar de Recepção da Fala (LRF) e o Índice de Reconhecimento de Fala (IRF) são os principais parâmetros. IRF <50% com o melhor aparelho auditivo é o critério audiométrico para indicação de implante coclear.

Timpanometria e Reflexos Estapedianos

Avalia a função do sistema tímpano-ossicular: mobilidade do tímpano, pressão do ouvido médio, complacência e reflexos do músculo estapédio. Identifica líquido no ouvido médio (tipo B), pressão negativa (tipo C), otosclerose (tipo As) e hipermobilidade. Fundamental para diagnóstico de otite com efusão e otosclerose.

Emissões Otoacústicas (EOA)

Avaliam a função das células ciliadas externas da cóclea de forma objetiva, sem necessidade de resposta do paciente. Padrão na triagem neonatal (teste da orelhinha). Presentes em cócleas saudáveis, ausentes em perdas neurossensoriais >30-40 dBNA. Essenciais no diagnóstico de neuropatia auditiva.

PEATE — Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico

Avalia a via auditiva do nervo coclear ao tronco encefálico registrando respostas elétricas do cérebro a estímulos sonoros. Objetivo, não exige colaboração. Padrão-ouro em recém-nascidos, crianças não colaborativas e investigação de neuropatia auditiva. Também usado para rastreio de tumores do VIII par.

Audiometria de Alta Frequência

Avalia frequências acima de 8000 Hz (até 20000 Hz). Detecta perdas precoces por ototoxicidade (quimioterapia, aminoglicosídeos) antes de afetar as frequências de fala. Importante no monitoramento de pacientes em tratamento oncológico.

Como Ler o Audiograma: O que os Números Significam

O audiograma registra os limiares auditivos em decibéis (dBNA) no eixo vertical, quanto mais abaixo no gráfico, melhor a audição naquele ponto. No eixo horizontal estão as frequências em Hertz (Hz), da esquerda para a direita: graves (250-500 Hz), médias (1000-2000 Hz) e agudas (4000-8000 Hz). Limiares até 25 dBNA são considerados normais.

  • Curva descendente (graves normais, agudos comprometidos): padrão típico de presbiacusia e trauma acústico. A fala está nas frequências médias e agudas, essa configuração causa dificuldade de entender conversas, especialmente consoantes.
  • Entalhe em 4000 Hz: queda acentuada nessa frequência específica é o padrão clássico da PAIR (perda por ruído), as células ciliadas nessa região são as mais vulneráveis ao ruído intenso.
  • Curva plana: perda similar em todas as frequências. Pode indicar otosclerose (com gap aéreo-ósseo), Ménière em fases iniciais (perda nos graves) ou perda neurossensorial idiopática.
  • Gap aéreo-ósseo: diferença entre a via aérea e a via óssea indica componente condutivo, problemas no ouvido externo ou médio. Quanto maior o gap, maior o componente mecânico, potencialmente tratável com cirurgia.
  • Perda simétrica vs. assimétrica: perda significativamente maior em um ouvido (diferença >15-20 dBNA nas médias) deve sempre ser investigada para excluir causas unilaterais como neurinoma do acústico.
  • Entalhe de Carhart em 2000 Hz: depressão da via óssea especificamente em 2000 Hz, achado quase patognomônico de otosclerose, mesmo que o osso temporal não esteja comprometido estruturalmente nessa frequência.

Audiometria por Faixa Etária

A avaliação auditiva é adaptada à faixa etária do paciente, cada fase do desenvolvimento exige protocolos diferentes para resultados confiáveis.

Recém-nascidos e Bebês (0-6 meses)

Emissões otoacústicas (EOA) e PEATE automático, triagem neonatal obrigatória pela Lei 12.303/2010. Sem necessidade de resposta da criança. Detecta perdas significativas antes da alta da maternidade. Resultado "falhou" exige reteste e avaliação audiológica completa.

6 meses a 2 anos

VRA (Visual Reinforcement Audiometry), o bebê é condicionado a virar a cabeça em direção ao som com reforço visual (brinquedo iluminado). Permite estimar os limiares auditivos em cada frequência de forma confiável a partir dos 6 meses.

2 a 5 anos

Audiometria lúdica, a criança é condicionada a realizar uma tarefa (colocar peça no jogo, empilhar bloco) quando ouve o som. Permite audiometria completa com limiares frequência a frequência em crianças a partir de 2 anos e meio.

Acima de 5-6 anos e adultos

Audiometria convencional em cabine acústica, o paciente sinaliza ao ouvir cada tom. Inclui audiometria tonal e vocal, timpanometria e reflexos. Avaliação completa em 30-45 minutos.

Seus Exames Auditivos Precisam de Interpretação Especializada?

A Dra. Vanessa Mazanek integra os resultados audiométricos com a avaliação clínica completa para um diagnóstico preciso, e indica o tratamento correto para cada perfil de perda.

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O que Acontece Após a Audiometria

A audiometria por si só não é o fim do processo, é o ponto de partida para o diagnóstico e o tratamento. Com base nos resultados, a conduta pode incluir:

  • Investigação etiológica adicional: exames de sangue (sífilis, autoimunidade), imagem (TC do osso temporal, RM com gadolínio) quando a causa não é clara pelo exame clínico e audiométrico.
  • Indicação de aparelho auditivo: para perdas neurossensoriais com impacto funcional, com encaminhamento ao fonoaudiólogo para seleção e adaptação do dispositivo.
  • Indicação cirúrgica: para perdas condutivas corrigíveis (timpanoplastia, estapedotomia), a audiometria define o potencial de ganho auditivo e orienta a decisão.
  • Avaliação de candidatura ao implante coclear: quando o IRF está abaixo de 50% com o melhor aparelho disponível, inicia o processo multidisciplinar de candidatura.
  • Monitoramento: em perdas estáveis ou em pacientes com fatores de risco, audiometrias seriadas monitoram a progressão ao longo do tempo.

Perguntas Frequentes

Preciso parar de usar aparelho auditivo antes da audiometria?

Depende do objetivo. Para avaliar a audição sem amplificação (ex: candidatura a implante coclear, diagnóstico de perda), sim, o aparelho deve ser retirado. Para avaliar o benefício do aparelho em campo livre, o exame é feito com o aparelho. O médico orienta qual protocolo é necessário para cada situação.

A audiometria detecta zumbido?

A audiometria não detecta o zumbido diretamente, mas revela a perda auditiva associada, que é a causa mais comum. A acufenometria é um teste específico para caracterizar o zumbido (frequência e intensidade percebidas pelo paciente) e pode ser solicitada pelo médico quando necessária.

Audiometria e exame de audição são a mesma coisa?

O "exame de audição" é um termo genérico que pode incluir diferentes testes, triagem simplificada, audiometria tonal, audiometria vocal, timpanometria. A audiometria tonal liminar completa é o exame de referência para diagnóstico preciso da perda auditiva.

Crianças muito pequenas podem fazer audiometria?

Sim, com técnicas adaptadas à faixa etária. Recém-nascidos fazem emissões otoacústicas e PEATE (testes objetivos). A partir dos 6 meses, a VRA permite avaliar os limiares. A audiometria convencional só é possível a partir dos 5-6 anos, quando a criança colabora de forma confiável.

Audiometria normal significa que não tenho problema de audição?

A audiometria convencional avalia frequências até 8000 Hz e pode não detectar perdas nas frequências muito agudas (acima de 8 kHz), neuropatia auditiva (cóclea normal mas processamento neural alterado) e distúrbios do processamento auditivo central. Se a queixa persiste com audiometria normal, testes complementares podem ser necessários.

Como agendar avaliação auditiva em Curitiba?

WhatsApp (41) 98771-3737. Clínica Novva Otorrino, Hospital Clínica Los Angeles, Av. Sete de Setembro, 6520, 2º andar, Curitiba-PR.