A adenoamigdalectomia é a cirurgia que remove as amígdalas e a adenoide, indicada principalmente em casos de obstrução respiratória durante o sono e de infecções de repetição. Em Curitiba, a Dra. Vanessa Mazanek realiza o procedimento com o Coblator, tecnologia de radiofrequência que trabalha em temperatura mais baixa que o bisturi elétrico convencional e está associada a menos dor no pós-operatório.

O que é a adenoamigdalectomia e quando é indicada?

A adenoamigdalectomia é a cirurgia que remove as amígdalas e a adenoide. É um dos procedimentos mais realizados em otorrinolaringologia, especialmente em crianças, e o motivo mais frequente hoje não são as infecções, e sim a obstrução respiratória durante o sono: ronco, pausas na respiração, sono agitado e cansaço durante o dia.

Em Curitiba, a Dra. Vanessa Mazanek Santos (CRM-PR 33990 | RQE 23710) avalia a indicação caso a caso e realiza o procedimento com a técnica Coblator, voltada a reduzir a dor no pós-operatório.

Principais indicações

SituaçãoO que se observaPor que pesa na indicação
Obstrução respiratória no sonoRonco, pausas na respiração, sono agitadoAfeta a qualidade do sono, o comportamento e o rendimento escolar
Infecções de repetiçãoAmigdalites frequentes ao longo do anoFaltas na escola ou no trabalho e uso repetido de antibiótico
Respiração bucal persistenteBoca aberta para respirar, inclusive dormindoPode repercutir no crescimento da face e na arcada dentária
Otites de repetiçãoInfecções de ouvido frequentes na criançaA adenoide aumentada prejudica a ventilação do ouvido médio
Dificuldade para engolirAmígdalas muito volumosasInterfere na alimentação e no ganho de peso

O que é a técnica Coblator e por que dói menos?

O Coblator é uma tecnologia de radiofrequência aplicada em meio salino que remove o tecido em temperatura mais baixa que o eletrocautério convencional. Na prática, isso significa menos calor transmitido aos tecidos ao redor da área operada.

A garganta é uma região muito inervada, e boa parte da dor no pós-operatório de uma amigdalectomia vem justamente da lesão térmica causada nos tecidos vizinhos. Ao trabalhar em temperatura menor, a técnica reduz esse dano, e o resultado esperado é menos dor e retorno mais rápido à alimentação normal.

Coblator e eletrocautério convencional

AspectoCoblator (radiofrequência)Eletrocautério convencional
Temperatura de trabalhoMais baixaMais alta
Lesão térmica ao redorMenorMaior
Dor no pós-operatórioTende a ser menor e mais curtaTende a ser mais intensa
Retorno à alimentaçãoCostuma ser mais rápidoCostuma ser mais lento
DisponibilidadeExige o equipamento específicoAmplamente disponível

Vale a ressalva honesta: a cirurgia não é indolor. O nome "sem dor" se refere à diferença perceptível em relação à técnica convencional, não à ausência de desconforto. A recuperação continua exigindo cuidado com alimentação, hidratação e repouso.

Como é o pós-operatório?

A dor de garganta é o sintoma principal dos primeiros dias e diminui progressivamente. Manter a hidratação e seguir a orientação alimentar tem efeito direto no conforto durante a recuperação, e é comum haver dor referida no ouvido, que não significa infecção: o mesmo nervo inerva a garganta e o ouvido.

  • Alimentação: a orientação sobre consistência e temperatura dos alimentos é passada no pós-operatório e varia conforme a evolução.
  • Hidratação: ingerir líquidos com regularidade ajuda no conforto e na cicatrização.
  • Repouso relativo: esforço físico e ambientes com aglomeração devem ser evitados pelo período orientado.
  • Sinais que exigem contato imediato: sangramento pela boca ou pelo nariz, febre persistente ou recusa completa de líquidos.
  • Retorno: a consulta de acompanhamento é agendada para avaliar a cicatrização e a resolução dos sintomas que motivaram a cirurgia.

A medicação do pós-operatório é prescrita individualmente na consulta, de acordo com o paciente e o procedimento realizado.

Perguntas Frequentes sobre Adenoamigdalectomia

O que é o Coblator e por que dói menos?

É uma tecnologia de radiofrequência que remove tecido em temperatura mais baixa que o bisturi elétrico. Como aquece menos os tecidos ao redor, causa menos lesão térmica, o que se traduz em menos dor e retorno mais rápido à alimentação. A dor não desaparece, mas costuma ser menor e mais curta.

Quando a cirurgia é indicada?

As indicações mais frequentes são a obstrução respiratória durante o sono e as infecções de garganta de repetição. Também pesam a respiração bucal persistente, alterações no crescimento da face e otites de repetição ligadas à adenoide aumentada.

A criança precisa mesmo operar ou passa com o tempo?

Nem todo aumento de amígdalas e adenoide exige cirurgia, e parte dos casos é acompanhada clinicamente. A cirurgia entra quando há impacto real no sono, nas infecções ou no desenvolvimento.

Retirar as amígdalas prejudica a imunidade?

As amígdalas fazem parte do sistema de defesa, mas não são a única estrutura desse sistema. Em quem tem indicação cirúrgica, o benefício de resolver a obstrução ou as infecções de repetição supera esse papel.

Adenoide e amígdala são a mesma coisa?

Não. As amígdalas ficam nas laterais da garganta e são visíveis ao abrir a boca. A adenoide fica atrás do nariz e não aparece no exame simples. As duas podem ser retiradas juntas, o que dá o nome de adenoamigdalectomia.

Como é a recuperação?

A dor de garganta é o sintoma principal dos primeiros dias e melhora progressivamente. Hidratação e alimentação adequada ajudam. Esforço físico e aglomeração devem ser evitados pelo período orientado, e o retorno é definido na consulta.